sábado, 16 de maio de 2009

Operadora britânica e Skype apostam em parceria para revolucionar o mercado de telefonia móvel

A Hutchinson 3 e o Skype vem estabelecendo uma parceria bastante curiosa em que uma empresa pode representar o começo de uma grande virada para a outra.

hutchison3g.jpgA operadora britânica de telefonia móvel ocupa a quinta quinta posição do ranking no Reino Unido com uma participação de mercado em torno dos 6%. Está bem longe das concorrentes - O2, Vodafone, Orange e T-Mobile têm entre 28,3% e 19,4%. Com uma base de usuários de 75,8 milhões e uma taxa de penetração de 124%, o Reino Unido é um dos mercados mais concorridos do mundo. Crescer por lá não é fácil.

skype-logo1.jpgO Skype estabeleceu um novo paradigma em ligações pela internet. Com o apelo de ligações e videoconferências gratuitas, ganha 420.000 novos usuários por dia. Já são mais de 443 milhões ao todos, sendo 38 milhões recém-chegados no último trimestre. Para faturar, passou a apostar em ligações com preços reduzidos para telefones comuns. Sua receita em 2008 foi de US$ 551 milhões. Mas o Skype quer mais.

Seu sonho é avançar rumo ao mundo da telefonia móvel e ser usado pela base crescente de usuários de celulares e smartphones. Mas as operadoras, com medo de que isso possa levar a uma diminuição dos minutos (leia-se receita) usados pelos seus clientes, não estão facilitando a vida do Skype. A AT&T restringe seu uso aos acesso por Wi-Fi. T-Mobile ameaça desconectar seus usuários se eles usarem o Skype, mesmo que por Wi-Fi.

Por isso, a parceria entre as duas empresas é estratégica para ambas.

skypephone.jpgA Hutchinson 3 é a primeira operadora do mundo a apostar forte no Skype. Já oferecia celulares compatíveis com o Skype, os Skyphones (ao lado), que já tem mais de 500.000 unidades vendidas e respondem pelo uso de 1,5 milhões de minutos por dia. Agora, de posse de chip da operadora (que custa R$ 4) e um celular compatível, os usuários ligarão para outras contas de Skype e envirão mensagens ilimitadas sem pagar. Depois, isso será expandido para qualquer telefone 3G. O mote da operadora é que as suas concorrentes não estão atendendo às necessidades dos seus próprios clientes. Ao se diferenciar como a antenada do mercado, seu objetivo é trazer novos usuários e fidelizá-los.

Essa estratégia está indo bem. De todos os novos usuários ganhos pela Hutchinson 3 desde que a operadora fez a primeira parceria, 79% vieram atraídos pela oferta de Skype. E esses clientes apresentam uma margem de lucro 20% maior do que os usuários convencionais.

Esses resultados são usados pelo Skype para mostrar para as outras operadoras que um novo modelo é possível. Inclusive, executivos da empresa estão no Brasil para buscar uma maior aproximação com operadoras daqui para começar a oferecer serviços de voz sobre IP em celulares.

A empresa sabe que as pessoas gostariam de usar o Skype pelo celular. O programa disponibilizado para o iPhone e o iPod Touch teve mais de 1 milhão de downloads em 48 horas e tornou-se o mais popular aplicativo da loja online da Apple em 44 países. No total, já foi baixado 2,8 milhões de vezes. Por isso a empresa vem apostando em parcerias com as fabricantes de celulares para que os telefones já venham com o seu programa instalado. Só resta convencer as operadoras a deixar seus clientes o usarem.

Amazon lança o Kindle DX

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A Amazon lançou hoje o Kindle DX, seu novo leitor de documentos eletrônicos. Pensado para tornar a leitura de jornais, revistas e, principalmente, livros didáticos mais confortável, a terceira geração do Kindle vem com uma tela maior, de 9,7 polegadas, que rotaciona a imagem para a sua leitura na horizontal.

Sua espessura é de apenas 1 polegada. Vem com leitor de PDF embutido, uma novidade do aparelho, e mais espaço, com 3,3 GB de memória, o que permite guardar nele até 3500 livros digitais. O download é feito por meio de redes 3G, e o custo dessa transmissão de dados continua a ficar por conta da Amazon. Atualmente, há 250.000 livros digitais à venda na loja da Amazon - a grande maioria por US$ 10.

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O novo modelo mantém algumas funções bem aceitas do Kindle 2. Tem seis tamanhos diferentes de texto. Permite acesso ao New Oxford American Dictionary para verificar o significado de 250.000 palavras. Faz marcações de páginas, notas e destaques. Ainda faz a conversão texto-voz de trechos e vem com busca na internet e na Wikipédia.

A empresa também anunciou uma série de parcerias com editoras de livros didáticos como Addison-Wesley, Wiley Higher Education, Longman & Prentice Hall e com universidades - Arizona State, Case Western Reserve, Princeton, Reed, and Darden School of Business at the University of Virginia - para ganhar força nesse mercado que rende anualmente US$ 5,5 bilhões só nos Estados Unidos. Os alunos irão testar o leitor desde já.

A Amazon quer repetir nesse segmento o mesmo bom desempenho que tem registrado no mercado tradicional de livros. Segundo o próprio Jeff Bezos, seu CEO, as vendas de livros digitais na Amazon respondem por 35% das vendas totais de livros. Isso quando o Kindle está disponível, já que o leitor esgotou-se rapidamente quando a sua primeira versão foi lançada.

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O Kindle DX vendido por US$ 489 já no próximo verão americano, que começa em julho. A Amazon já aceita reservas. É possível fazê-las aqui.

Voz sobre IP será 50% do tráfego de telefonia móvel em dez anos, diz Gartner

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Até 2019, metade do tráfego de telefonia móvel no mundo será feito por meio da tecnologia de Voz sobre IP (VoIP) ponta-a-ponta segundo previsão do instituto de pesquisa Gartner. O estudo aponta que, nos próximos anos, operadoras de telecomunicações tradicionais irão se adaptar a esse mercado, que movimenta globalmente hoje cerca de US$ 692,6 bilhões, diante da ameaça real de perderem parte do tráfego e das receitas para empresas apoiadas nas soluções de voz pela internet móvel.

No entanto, o instituto ressalta que, apesar do potencial de crescimento significativo, as condições para a expansão dos serviços de VoIP móvel só serão ideais daqui a cinco e oito anos. “A adoção em grande escala das ligações móveis por VoIP não acontecerá até a total implementação das redes 4G, que deve acontecer em 2017”, diz Tole Hart, diretor de pesquisas do Gartner. “Mas assim que as condições básicas de mercado estiverem estabelecidas, a transição para a tecnologia de VoIP móvel deve ser rápida, porque gera conveniência e economia aos usuários”.

Ainda de acordo com a pesquisa do Gartner, até 2019, 30% do tráfego de voz móvel baseado em serviços de VoIP sem fio serão gerenciados por grandes portais como Google, Facebook, MySpace e Yahoo.


Google lidera lista de empresas de tecnologia com lucro de US$ 210 mil por funcionário em 2008

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O Google lidera o índice de lucro por funcionários de 15 empresas de tecnologia feita pelo Royal Pingdom. Em 2008, a empresa lucrou US$ 209.604 mil por funcionário, o que mostra que a companhia de dez anos de idade e pouco mais de 20 mil funcionários vem realizando um bom trabalho em se manter lucrativa apesar de crescer rapidamente de forma orgânica e com aquisições nos últimos anos.

Logo atrás vem a Microsoft, com US$ 194.287, o que, na verdade, é um índice relativamente melhor do que o do Google se levarmos em conta que a empresa de Bill Gates tem 4,5 vezes mais funcionários do que a gigante das buscas. O site de buscas chinês Baidu vem em terceiro com US$ 163.844 com a Apple e seus US$ 151.063 no seu encalço.

Veja a lista completa e mais detalhada abaixo:

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Novo game de Tony Hawk terá controle em formato de skate

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A onda de controles acionados por movimento iniciada pelo Wii ainda está a toda. A mais nova franquia a implementar a tecnologia é a Tony Hawk com o game “The Ride”, que virá com um controle em formato de skate. A idéia é fazer com que a tradicional sequência de apertar botões das versões anteriores dê lugar a uma experiência semelhante a de andar em um skate real. O novo game chega às lojas em 2 de junho durante a feira E3.

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Os planos ainda envolvem tornar esse controle padrão para jogos do gênero e outros semelhantes como snowboard e surfe que seriam lançados posteriormente pela Activision, dona da franquia que leva o nome de um dos mais famosos skatistas do mundo.

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Para se movimentar, o jogador deve arrastar o pé ao lado do controle. A direção para onde o personagem vai é acionada ao colocar o direcionar o skate real. Quando o jogador o agarra com uma das mãos, faz-ze a manobra “grab”. Funciona com o auxílio de sensores infra-vermelhos instalados no controle que detectam a posição da mão.

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Há até manobras mais elaboradas. É possível fazer um arco de 180º com o controle-skate para que o personagem na tela realize o mesmo movimento na tela. Flips e Ollies também poderão ser executados com o controle. No entanto, nem adianta tentar manobras em que o skate gira no ar - não há comandos que funcionem com movimentos assim. Os delicados eletrônicos em seu interior não aguentariam o tranco.

Wilson Simonal com a cantora Elis Regina. O cantor foi acusado de dedo-duro pelo jornal O Pasquim, num doloroso processo de linchamento moral
Wilson Simonal com a cantora Elis Regina. O cantor foi acusado de dedo-duro pelo jornal O Pasquim, num doloroso processo de linchamento moral

Simonal foi injustiçado?

O cantor Wilson Simonal, sucesso absoluto na década de 60, foi condenado ao ostracismo a partir de 1961. O motivo: a acusação, até hoje não provada, de que teria sido informante da ditadura. Sua carreira e a polêmica sobre a delação são temas do documentário “Simonal- Ninguém Sabe o Duro que Dei” e do Encontro Fnac BRAVO! dessa quinta-feira, na Fnac Pinheiros.

André Nigri

• Ouça um programa com Gustavo Alonso sobre a trajetória de Simonal e ouça suas principais músicas

• Saiba mais sobre o evento que acontece nessa quinta-feira na Fnac em Pinheiros, em São Paulo

No dia 7 de setembro de 1971, o jornal carioca O Pasquim publicou um dos cartuns mais cruéis da história da imprensa brasileira. No desenho, vê-se a mão de um homem com o dedo indicador esticado, apontando para alguém. No texto que acompanha o cartum, lê-se: "Como todos sabem, o dedo de Simonal é hoje muito mais famoso do que sua voz. A propósito: Simonal foi um cantor brasileiro que fez muito sucesso no país ali pelo final da década de 60". O desenho tem uma pitada de racismo, e o texto, um teor tragicamente profético. Racismo: a mão é negra. Profecia: de 1971 até sua morte, no ano 2000, o cantor Wilson Simonal viveu uma situação ímpar no show business brasileiro. Pelo "crime", jamais provado, de que teria sido informante da ditadura (daí o dedo do delator desenhado pelo Pasquim), teve o pior castigo que um artista pode sofrer: o ostracismo. As gravadoras, a televisão e as casas de show lhe fecharam as portas. Com a carreira violentamente amputada, Simonal mergulhou na depressão e no alcoolismo. Isso depois de ele ter se consagrado como o maior artista pop de seu tempo, rivalizando com Roberto Carlos. Nos 29 anos em que o cantor sobreviveu à tragédia pessoal e artística, até sua obra foi esquecida. "Eu não existo na história da música popular brasileira", costumava dizer à segunda mulher, Sandra Cerqueira. O nome Simonal deixou de evocar suas músicas. A menção a ele em rodas de conversa trazia sempre à tona uma pergunta infalível: afinal, ele delatou mesmo?

A melhor resposta já dada a essa questão está no documentário Simonal — Ninguém Sabe o Duro que Dei, dirigido por Claudio Manoel (um dos integrantes do humorístico Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal, que estreia nos cinemas neste mês. A verdade sobre Simonal emerge de uma miríade de depoimentos sensacionais, alguns verdadeiros furos de reportagem, que permitem ao espectador reconstituir com alguma precisão a verdade sobre o cantor. Antes de mergulhar fundo no momento que transformou radicalmente a vida de Simonal, no entanto, o filme se dedica a mapear sua trajetória e mostrar a dimensão de seu sucesso. Wilson Simonal de Castro nasceu em uma favela da zona sul do Rio de Janeiro, filho de uma empregada doméstica que trabalhava em residências em Ipanema e no Leblon. Sua vida começou a mudar quando o adolescente que não havia tido a oportunidade de estudar entrou para as Forças Armadas. Lá, descontraía os colegas recrutas cantando. Foi então descoberto pelo produtor musical Carlos Imperial (1939-1992), o mesmo que lançara Roberto Carlos no início da década de 1960. Em poucos anos, Simonal se transformou em um dos cantores mais populares do Brasil, tendo como único rival justamente o "rei" Roberto Carlos.

Numa das muitas cenas incríveis do documentário, Simonal aparece cantando para uma plateia de cerca de 30 mil pessoas no Maracanãzinho, numa época em que cantores só lotavam pequenas boates e teatros. O show fez parte da final do Festival de MPB da TV Record em 1969. O sucesso se devia, em parte, a seu carisma no palco. Simonal, mais do que um cantor, era o que os americanos chamam de entertainer, um showman talentoso e irresistível. Balançando os braços, ele levava a multidão a cantar como um maestro rege seus músicos. Em outra cena antológica do filme, aparece cantando em inglês ao lado de Sarah Vaughan, àquela altura considerada uma das maiores intérpretes do mundo (Simonal não falava inglês, mas com o ouvido privilegiado tirava as letras foneticamente). Fora dos palcos, o cantor ainda aparecia em comerciais de televisão. No fim da década de 1960, ele se tornou garoto-propaganda da petrolífera Shell, no maior contrato de publicidade assinado até então por uma celebridade brasileira. Seu modo de vida era de um popstar da época. Gastava o que ganhava em carros importados (tinha três Mercedes-Benz; Roberto Carlos, uma) e bons uísques e vivia cercado de mulheres lindas.

A tragédia começou em meados de 1971. O cantor viu sua conta bancária emagrecer e resolveu dar uma olhada na contabilidade da sua empresa, a Simonal Produções. Desconfiou que seu contador, Raphael Viviani, o estava roubando. É nesse momento que, com base nos depoimentos, é possível reconstituir com relativa precisão o episódio que mudou a vida do cantor. Em sua primeira entrevista longa em quase 40 anos, Viviani conta que foi procurado em casa por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Negando-se a assumir o roubo, foi levado para um dos muitos porões da ditadura. Apanhou, levou choques elétricos e acabou assinando a confissão de que havia, sim, desviado dinheiro. Segundo Viviani, na manhã que se seguiu à noite de torturas, o próprio Simonal apareceu no Dops — um indício de que os gorilas do regime teriam agido a mando dele.

Colocado em liberdade, Raphael foi prestar queixa em uma delegacia de polícia. Poucos dias depois, o caso ganhou as páginas da imprensa. Um inspetor, Mário Borges, deu uma entrevista dizendo que Simonal era informante do Dops — a afirmação sem provas que, amplificada, acabou ganhando contornos de verdade e destruindo a carreira do cantor, que nada fez para desmenti-la na ocasião. Ao contrário. Pressionado, o próprio Simonal deu entrevistas dizendo ser "de direita". Pior: justificou o fato de ter procurado o Dops usando uma história mirabolante. Acusou o contador de ser terrorista, tendo feito ameaças de atentado a ele por telefone. Segundo Viviani, Simonal teria sido orientado por um mau advogado a lançar mão de tal disparate. O contador faz questão de frisar, também, que nunca roubou — diz que as finanças do músico começaram a minguar quando a Shell rompeu o contrato com ele.

Pela surra encomendada, Simonal foi investigado e condenado em 1972 a cinco anos e quatro meses de prisão, cumpridos em liberdade. A pena, no entanto, foi o de menos. O pior foi o castigo imposto pela chamada "esquerda intolerante" — na expressão usada pelo falecido deputado Paulo Alberto Monteiro de Barros, o Artur da Távola —, que se aferrou à versão de que Simonal era delator, embora não houvesse nenhuma prova disso. De acordo com depoimentos dos filhos de Simonal, Simoninha e Max de Castro, vários artistas da MPB ligaram para casas de espetáculo ameaçando nunca mais tocar nos estabelecimentos caso shows do pai fossem contratados (os dois músicos não mencionam nomes). José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então um dos diretores da TV Globo, conta no filme como o cantor acabou banido também dos programas da emissora, embora não houvesse ordens expressas para isso. Segundo ele, a antipatia por Simonal era grande entre os roteiristas e diretores dos programas, motivo pelo qual ele não era mais convidado.

O ostracismo resistiu à redemocratização do país. Em 1995, Simonal chegou a procurar a Secretaria de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique em busca de um "nada consta" do Dops — ou seja, um documento que atestasse que ele nunca havia trabalhado, formal ou informalmente, para o órgão da repressão. Conseguiu-o, mas na época ninguém quis saber. Nas dezenas de depoimentos que compõem o filme, não se encontrou ninguém que soubesse de denúncia ou delação feita por Simonal, o que mostra que a afirmação leviana do inspetor Mário Borges era apenas isto: afirmação leviana. Capaz, no entanto, de destruir uma carreira de forma definitiva. Em 2000, Simonal morreu de falência hepática decorrente do uso compulsivo de bebida.

As duas mortes de Simonal — a primeira em 1972, com seu banimento como cantor, e a segunda em 2000 — começam a suscitar inúmeras análises. De acordo com o historiador Gustavo Alves Affonso Ferreira — que prepara um livro sobre o cantor, a ser lançado ainda neste ano pela editora Record —, havia dois lados bem definidos no fim dos anos 60. De um deles, estavam os generais e todo o simbolismo de que se cercavam ou era associado a eles: o tricampeonato da seleção brasileira na Copa do México, em 1970, o ufanismo dos desfiles militares, o "Brasil grande" com seus ícones, como a rodovia Transamazônica, a usina nuclear de Angra dos Reis e alguns cantores. Estes, identificados como bregas, não incomodavam a esquerda. Do outro lado, no "Brasil do bem", estavam os artistas eleitos pretores da resistência, mesmo sendo tão díspares como Caetano Veloso e Chico Buarque. E, meio fora desses dois mundos, havia Simonal. Definitivamente, ele não era brega: cantava ao lado de Elis Regina e Jorge Benjor e era parceiro de Roberto Menescal. Fazia parte do time de frente da MPB com sua música suingada, muito dançante e bem cantada. Talvez tenha sido essa a sua desgraça.

A esquerda da época precisava de um Judas para malhar, e Simonal, com sua origem humilde, parecia não compreender o momento histórico. Sua mensagem política se resumia a exibir a pele negra e dizer que um sujeito de cor, nascido na favela, podia chegar ao sucesso. O linchamento de Simonal, assim, acabou sendo uma maneira enviesada de enxovalhar o regime. Para entender o que se passou, pode-se pegar de empréstimo, por fim, uma ideia do escritor e ensaísta italiano Roberto Calasso. Segundo ele, há momentos históricos em que a sociedade repete um rito primitivo de linchamento para expiar a própria culpa. Esse ritual se dá, metaforicamente, na forma de uma rodinha de pessoas em torno de um cadáver. Quem participa da rodinha pertence a uma seita vastíssima de devotos, inerme e persecutória, que Calasso chama de "Opinião Pública". Pode-se dizer que, nos anos 70, quem estava no centro da roda era Wilson Simonal.

O FILME
Simonal — Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Estreia prevista este mês.

O ENCONTRO
Simonal e Sua Trajetória - com o estudioso Gustavo Alonso e os filhos do cantor, Max de Castro e Simoninha. Mediação do editor de BRAVO! André Nigri.
Fnac Pinheiros (Avenida Pedroso de Moraes, 858, Pinheiros. tel. 0/xx/11/3579-2000. 14/5, quinta-feira, às 20h.

Aston Martin One-77

Com edição limitada e admitidamente não tão veloz quanto o Bugatti Veyron - de 1001 cavalos e 407 km/h -, o One-77 é a nova aposta da Aston Martin. Sua tecnologia avançada e design, e, claro, o fato de que somente 77 exemplares serão constuídos são a esperança da empresa para que o One-77 torne-se o carro mais desejável do mundo.

[Foto] Divulgação Aston Martin one77

Devido à competição (não admitida) com o Veyron, não foram divulgados a velocidade máxima ou aceleração do One-77.

As informações disponíveis sobre o veículo são que o corpo do carro é, como de costume da AM, de alumínio - feito a mão -, e o chassis é de fibra de carbono, ao invés do comumente usado aço.

O one-77 é um carro de 7.0 litros com um motor V12. Por um carro não tão veloz, mas exclusivo, a Aston Martin pede "simbólicos" $1.8 milhões de dólares

[Foto] Aston Martin logo

Mercedes-Benz carro Biônico

Com o objetivo de construir um carro biônico que fosse, não só aerodinâmico, seguro, confortável, e ambientalmente correto, mas compatível como um conjunto formal e estrutural, a Mercedes-Benz inspirou-se na natureza: no Peixe-Cofre. Este peixe tem linhas fluidas e hidrodinâmicas, e o resultado da construção de um automóvel com base nessas linhas, é o carro biônico, que alcança um coeficiente de arrasto de apenas 0,19.

[Foto] Carro Biônico Mercedes-Benz

Também baseado no peixinho, a Mercedes-Benz conseguiu diminuir o peso da carcaça, sem perder em segurança e resistência. Essa inovação foi baseada nos ossos do Peixe-Cofre.

[Foto] Peixe-Cofre

O carro biônico mede 4,24 metros, e é o primeiro modelo na proporção 1:4. Tem espaço para 4 pessoas, mais bagagem. O motor diesel de injeção direta de 140 cavalos é feito com a tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva). Em velocidade constante de 90 hm/h, o veículo é capaz de fazer 35,7 km por litro de combustível.

Robert Riley - o híbrido XR3

[Foto] XR3 visão lateral

De longe, o mais interessante sobre este carro não é o fato de ele chegar a 53,1 Km/L com biodísel, ou 95,6 Km/L no modo híbrido, tampouco o fato de ele ter somente três rodas. O incrível - e por pouco inacreditável -, é que este veículo é do tipo "monte você mesmo". Sim. Os planos podem ser adquiridos por US$ 170 no site do desenhista, e as peças não vêm inclusas. Exatamente por isso, o preço final do automível varia muito, mas as estimativas são de que, no máximo, irão ser gastos RS$25.000. Dependendo das escolhas de peças, o preço pode cair para até US$7.500.

[Foto] Visão frontal lateral do XR3

[Foto] Visão posterior e lateral do XR3

Pesando em média 671 Kg, o XR3 tem velocidade máxima de 128 km/h, e sua bateria dura somente 74 km (se usada sozinha). Mas ela pode ser recarregada em qualquer tomada de parede. O carro pode funcionar só na bateria, ou só com diesel, ou também com os dois juntos.
O carrinho tem lugar para dois passageiros.

[Foto] Um dos desenhos do manual

A princípio, qualquer pessoa com um mínimo de habilidade é capaz de montar o XR3. Uma das possibilidades, inclusive, é alterar o seu carro, seguindo as instruções do manual do XR3. Mas então, pessoal, a quem interessa, mãos a obra!

Volvo DRIVe C30, S40 e V50

Volvo-C30-S40-V50-DRIVe

A Volvo está lançando a linha de modelos DRIVe, que engloba variantes dos modelos C30 SportsCoupe, S40 Saloon e V50 Sportswagon, agora aprimorados para serem mais ecologicamente corretos. Além de maior economia de combustível - o C3 faz 64.2mpg e o S40 e V50 fazem 62.8mpg - esses carros apresentam a taxa de emissão de CO2 mais baixas do seu segmento: 115g/km para o C30 e 118g/km para o S40 e o V50.

[Foto] Volvo C30 DRIVe

[Foto] Volvo S40 DRIVe

[Foto] Volvo V50 DRIVe

Os veículos também foram alterados com o intuito de diminuir a resistência do ar, a resistência dos pneus, e o melhoramento na relação de marchas, com isso melhorando a economia e a dirigibilidade, sem perder na segurança. Dentre as mudanças mais relevantes estão o chassis reduzido, um painel na grade do radiador, para desviar o vento, e o S40 e o V50 agora tem um spoiler frontal. Foram incluídos também um painel em baixo do carro que melhora o fluxo de ar, novos pneus, a refrigeração do motor foi otimizada, e um novo óleo de transmissão, que cria menos atrito, foi usado.

[Foto] Símbolo DRIVe

A fabricação dos novos modelos deverá iniciar em novembro, e a distribuição na Inglaterra, em janeiro.

Mazda Taiki: conceitual






















O Mazda Taiki foi apresentado entre muitos outros automóveis conceituais Toquio Motor Show de 2007, desenvolvido para grandes velocidades. Suas curvas foram planejadas para reduzir ao mínimo o atrito do ar durante seu deslocamento.

Bentley cor-de-rosa da Paris Hilton



Para que o Bentley Continental GT, de Paris Hilton fosse o mais exclusivo da categoria a "patricinha" recorreu à West Coast Customs para que fizessem uma personalização completa ao seu novo carro. O trabalho efectuado no carro está mais do que evidente, uma pintura completa de cor-de-rosa da carroçaria que se estende às jantes. No interior o tratamento foi também completo com as cores preta e cor-de-rosa a sobressaírem. Na mala, existe agora uma completa instalação de car áudio também com decoração a condizer.

SL 600 de Cristais Swarovski




Com a falta de lançamentos no Salão do Automóvel de Tóquio, quem roubou a cena mesmo foram os modelos customizados. Entre as principais atrações, estava a Mercedes-Bens SL 600 coberta com 300 mil cristais Swarovski. O carro foi feito pela empresa de acessórios Garson/DAD. A SL 600 não está à venda, mas seu preço é avaliado em US$ 403 mil, o que equivale a R$ 873 mil.

New Beetle da Barbie

Essa é para mulheres que adoram carros. A boneca mais famosa do mundo, a Barbie, está fazendo 50 anos em 2009.

Beetle Barbie
Beetle Barbie


Depois do Fiat 500 em homenagem a Barbie, é a vez da Volkswagen homenagear a boneca.
O New Beetle Malibu Barbie, além de possuir toda a carroceria pink tem detalhes com o logo da boneca.
O conversível foi apresentado na verdadeira casa da boneca, em Malibu, na Califórnia, onde foram realizadas algumas das maiores comemorações pelos 50 anos da Barbie.
Diferente do Fiat 500 o New Beetle Malibu Barbie será comercializado, a Volkswagen do México está fazendo apenas 13 carros, que custarão aproximadamente $25.000.